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Aqui está um resumo técnico dos principais pilares desta campanha:
A campanha está estruturada para transformar a agricultura na "coluna vertebral" da economia, movendo-a do modelo de subsistência para um modelo de rendimento. Os quatro eixos centrais são:
Soberania Alimentar: Redução da dependência de importações e garantia de que o país produz o que consome.
Agro-industrialização: Agregar valor aos produtos primários dentro do país para gerar empregos e riqueza.
Digitalização Agrícola: Introdução de tecnologia e dados para melhorar a precisão e a eficiência no campo.
Gestão Sustentável: Foco na preservação dos recursos naturais face às mudanças climáticas.
Os objectivos quantitativos mostram um foco claro tanto na dieta básica quanto em produtos de exportação e suporte industrial:
| Categoria | Meta de Produção | Crescimento Esperado | Observações |
| Cereais | 3,4 milhões de toneladas | +7% | Base da segurança alimentar. |
| Raízes e Tubérculos | >10 milhões de toneladas | +5% na Mandioca | Garantia de reserva calórica. |
| Castanha de Caju | 180 mil toneladas | +13% | Principal cultura de rendimento. |
| Leguminosas | 929 mil toneladas | --- | Destaque para o Feijão Manteiga. |
| Pecuária e Aves | --- | +5% Gado / +26% Ovos | Foco na proteína animal e avicultura. |
O governo identifica a Juventude e a Mulher Rural como os agentes da inovação, enquanto o Sector Privado é visto como o motor de investimento necessário para a mecanização e logística. O lançamento em Mafambisse, com o transplante de arroz e sementeira mecanizada, exemplifica a intenção de modernizar as técnicas de cultivo.
Para que estas metas sejam atingidas até ao final de 2026, o sector precisará de superar obstáculos persistentes mencionados nas directrizes:
Acesso a Insumos: Garantir que as sementes e fertilizantes cheguem ao produtor a tempo.
Expansão da Soja: Crucial para baixar os custos da ração na produção de frangos e ovos.
Resiliência Climática: Sofala (local do lançamento) é uma zona historicamente propensa a eventos climáticos, exigindo sistemas de gestão de água robustos.
Este plano reafirma a agricultura não apenas como uma actividade social, mas como o caminho para a independência económica de Moçambique através do trabalho e da inovação.
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